Revista Glamour busca representar diversidade no seu conteúdo

Foto: Julia Morita

Redação da revista Glamour em São Paulo

Em tempos de reinvenção, a revista Glamour deixou de ser voltada para a mulher bacana que lê para passar a tratar da mulher bacana que faz. E é essa nova leitora que precisa se identificar com a marca Glamour. “Hoje a glamour não é uma revista, é uma marca. Com uma revista, com grupo no Facebook, com palestras, com aulas, com grupo no WhatsApp, com uma edição 100 por cento digital”, diz Paula Merlo, diretora de conteúdo, que recebeu a equipe do Pesponto na redação.

Além disso, a marca passou a prezar pela diversidade, tanto na redação quanto em relação ao seu público. Para isso, a Glamour deu uma repaginada no seu conteúdo e na seção de moda, trazendo tudo aquilo que é acessível e visto na rua, ou seja, looks com os quais as pessoas se identifiquem.

Outra grande renovação da revista é a versão online, que ultrapassou, em questão de faturamento, o impresso, mesmo sem haver destinação de verba específica para o digital. Em números, a meta de visitas de pessoas diferentes no site é de 9 milhões por mês, já a tiragem de exemplares é de 100 mil. Isso mostra que independentemente do crescimento das plataformas online, o impresso está se reinventando para fazer parte disso, através de sites, redes sociais e, até mesmo, de revistas em formato digital.

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Como um dos enfoques da Glamour é a moda, isso também foi repensado para se aproximar da mulher real. Então, objetivo é mostrar que tem moda para todo mundo e para vários gostos, selecionando aquilo que é possível de ser comprado pela leitora ou achado parecido em outras lojas. Paula comenta que as marcas de roupa que têm a ver com o DNA da revista são as que aderem ao estilo high low, .

Dentro da proposta de ampliar o espectro temático e de alcance de público da revista, a parceria entre a Condé Nast e o Grupo Globo criou um Comitê de Diversidade. Nele são discutidos temas como feminismo e homossexualidade, necessários para que as publicações representem todos os grupos em seus produtos. “Pensamos sempre em perspectivas de inclusão para construir uma marca plural, para que todo mundo se veja identificado nela”, afirmou Paula Merlo.

Por Giovanna Tuneli