Liberdade e instantaneidade: tendências da moda

No mundo da moda as tendências se reinventam e representam os movimentos do mercado fashion. Assim, uma determinada cor, estilo ou estampa começam a atrair um interesse amplo por parte do público e por marcas, logo muitas pessoas passam a usar um mesmo tipo de roupa e seguem um novo padrão.

Em uma era conectada o desejo de comprar o mais rápido possível o que se vê na passarela se tornou realidade. A nova tendência do “see now, buy now”, ou “veja agora, compre agora”, é a nova sensação dos desfiles. A praticidade de comprar online, ou logo que se vê é algo que evita cópias antes do lançamento e também fomenta ainda mais as vendas, pois o desejo de ter as peças está fresco na cabeça dos consumidores.

Diversos debates foram gerados logo que o movimento surgiu em 2015, e as semanas de moda mais conservadoras como de Milão e Paris se posicionaram contra e preferiram seguir com o modelo padrão de vendas – seis meses após que as coleções são desfiladas. Em 2016 o New York Fashion Week aderiu ao movimento a favor e já teve, no caso das marcas que aderiram, uma resposta positiva do público.

Na 41° edição do São Paulo Fashion Week, ocorrida em abril de 2016, as marcas como Riachuelo e Ellus testaram os benefícios iniciando no dia seguinte aos desfiles e tiveram números satisfatórios. Outro acontecimento que foi altamente repercutido foi ao final do desfile da Riachuelo, em sua coleção em parceira com Karl Lagerfeld, quando araras com as roupas desfiladas entraram pela passarela e o público pode comprar ali mesmo as peças.

“A importância da moda sempre se reinventar acompanhando as tendências de consumo leva tempo, o assunto ainda é muito repercutido e discutido pelas marcas”, disse a relações públicas Tatiana Rosato. Para ela o fast fashion e as marcas de varejo acabaram em vantagem com o novo modelo de venda, por sua praticidade e pela aceitação de seu público-alvo, que acaba sendo mais jovem.

Outra tendência que vem sendo pauta no mundo da moda é a androginia nas roupas, quebrando barreiras sociais. Os oxfords, calças boyfried, camisas e saias podem ser elementos tanto masculinos como femininos, o conceito se refere a mistura de gêneros em uma única pessoa e tem se intensificado ultimamente. Tanto marcas nacionais como internacionais já exibiram coleções buscando diminuir as diferenças entre homens e mulheres.

Desde os tempos de Coco Chanel, com a criação de calças para mulheres, a tendência de moda andrógina está relacionada também às discussões sociais, quebrando tabus. “Acredito que a moda sempre fala muito da história do momento que o mundo está vivendo”, disse a modelo Jéssica Waldow. Ela ainda completa dizendo que hoje a mulher quer uma igualdade e é uma forma de mostrar o poder e a força pessoal, que acaba sendo masculina e feminina, além de dar liberdade aos homens para saírem dos padrões.

As tendências muitas vezes se repetem, mas com a explosão da internet elas se renovam. O curto espaço de tempo com que estão surgindo impulsiona o comércio e contribui para a indústria têxtil. “Sendo cíclicas ou não as pessoas ainda seguem o que está em alta para se vestir”, afirma a decoradora Anna Helena, frequentadora assídua do SPFW.

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Bruna Ribeiro – 2º semestre