Preços baixos do polêmico fast fashion conquistam mercado brasileiro

Com a popularização dos blogs de moda o fast fashion (moda rápida) se tornou uma opção barata e prática

bru

“Esse modelo que as marcas adotam é muito bom para acompanhar as novas tendências que se renovam cada vez mais rápido, eu sou super adepta”, aponta a consumidora Carolina Ferrão. As aceleradas mudanças do que é usado pelas influenciadoras digitais fazem com que muitos seguidores anônimos sejam motivados a ter um estilo que se familiarize com o dessas figuras públicas.

Para as pessoas que convivem com essas transformações não compensa comprar roupas caras e de grife porque logo elas saíram das pautas do mundo da moda. Algumas marcas perceberam o grande nicho de mercado que se formou e resolveram explorar, aderindo a um movimento chamado fast fashion. Os publiposts foram um meio encontrado por algumas para interagir com o público e fazer com que a pessoa se sinta mais próxima do estilo do famoso por meio das roupas.

Se for fácil de consumir é fácil de descartar. Algumas críticas acabam surgindo pelo fato do marketing influenciar o espectador sem que ele perceba, além de muitos desaprovarem o fato de não estimular o consumo consciente. O setor do vestuário é responsável por 10% das emissões de carbono do mundo, e incentiva o descarte excessivo sem necessidade. Por financiar o trabalho escravo e mão de obra infantil em países subdesenvolvidos, “esse modelo não mede as consequências, só valoriza o lucro, e os impactos chegarão no futuro”, protesta a estudante de direito Marcella Chakur.

Apesar dos apelos por quem desaprova, esses processos de compra e produção movimentam uma crescente exportação das marcas, que acabam por alcançar mais visibilidade fora dos países em que são produzidas originalmente. As vantagens para o varejo são desde o curto ciclo de vida do produto e a alta rotatividade das peças, facilitando a venda, até a possibilidade de fidelizar o consumidor, já que as vitrines são constantemente renovadas.

Alguns dos grandes nomes do segmento já estão presentes no Brasil, como a Zara, Forever 21 e GAP, e outras, como a gigante H&M, têm planos para instalar pontos de venda. Entretanto, alguns casos, como o da Top Shop, que recentemente saiu do país após dois anos de inauguração, não receberam uma aprovação positiva em território brasileiro. Algumas marcas nacionais podem também ser consideradas nomes importantes do fast fashion, como é o caso da Renner, Riachuelo e C&A, que realizam parcerias com estilistas ou marcas consideradas mais luxuosas em algumas coleções para atrair um consumidor diversificado.

Com a instantaneidade da internet surgiram sites como Zattini, Kanui, Dafiti e Shop2gether, que englobam vários nomes do varejo, buscando simplificar a compra. O comercio eletrônico no mundo da moda movimenta milhões por ano e por sua praticidade é um grande impulsionador de redes de fast fashion.

Por Bruna Ribeiro