Como a moda ajuda na luta feminina por direitos

A consultora de imagem e estilo Giovanna Grigoletto diz que o empoderamento feminino ganhou espaço no mundo da moda e o interesse das marcas

Texto e foto: Giovanna Tuneli, 3º semestre de Jornalismo

A moda sempre ajudou as mulheres a usarem a sua força e conquistarem seu espaço. Com pequenas conquistas, como o comprimento das roupas e os decotes ousados, o desejo da maioria das mulheres é mostrar para a sociedade que quem usa roupas justas, curtas e decotadas não deve ser vista como vulgar.

O movimento feminino que preza totalmente pelo empoderamento desse mesmo grupo é adepto de fazer passeatas para reivindicar os direitos das mulheres, dentre eles o direito de sair com a roupa que quiser sem ser assediada. Além da questão do tipo e do comprimento das roupas, outra forma de empoderamento é usar roupas que venham com frases de resistência, como “Girl Power” ou “Lute como uma garota”.

A consultora de imagem e estilo Giovanna Grigoletto conta que as marcas de roupa podem empoderar as mulheres, principalmente por meio da valorização da beleza natural de cada uma, não apenas com as roupas, mas também com as cores e os acessórios. “Acredito que a roupa ajuda sim no empoderamento feminino. Quando as pessoas vestem o que se sentem bem elas ficam mais destemidas e confiantes ,sem medo de errar. Isso é levado tanto para a vida pessoal quanto para a profissional”, explica.

A marca de grife Dior, na campanha primavera-verão de 2017, adotou o slogan “We should all be feminists”, ou seja, “Nós todos deveríamos ser feministas”, como estampa para camisetas. Esta frase com ares de manifesto é o título de um discurso, publicado em 2014, pela escritora feminista Chimamanda Ngozi Adichie, mostrando o apoio da marca ao movimento feminista e às mulheres empoderadas.

A consultora de estilo afirma que as marcas precisam parar de somente lançar tendência e começar a perceber a necessidade de se aproximar do seu público-alvo. “Poucas marcas pensam no corpo e no empoderamento da mulher, no caimento e nos tipos de corpos, eles estão mais preocupados em fazer coleções legais, que tenham um bom rendimento de vendas”, alerta Giovanna. Uma das primeiras estilistas que introduziu o empoderamento feminino na moda foi Coco Chanel, por meio de malhas, laços e paetês, que permitiam uma maior liberdade de movimento para as mulheres. A partir disso, ela começou a ser copiada por diversos estilistas de todo o mundo.

Outro caso da junção de moda e empoderamento é através da designer de moda belga Diane von Furstenberg, que sempre fez questão de juntar as duas coisas no seu trabalho. Em uma entrevista para a revista Marie Claire, a estilista contou que a moda ajuda no empoderamento feminino através da confiança, pois as roupas fazem com que elas se sintam bem. Além disso, ela acredita que o estilo pessoal faz com que a mulher possa ser ela mesmo e a ajude a construir o seu caráter.

Sobre a relação de empoderamento e o mundo moda, Giovanna Grigoletto comenta: “Pelo o que eu estou vendo empoderar mulheres pela roupa vem crescendo. Algumas marcas estão querendo conhecer a consumidora final e entender o que cada uma precisa”. Provando que atualmente as mulheres podem usar a moda para reivindicar seus direitos e utilizá-la como forma de representação. A moda sempre esteve atrelada à história política, social e cultural como um todo, então não seria diferente com o empoderamento feminino.

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