O cinema e a moda em pauta no jornalismo

Paula Jacob, editora-assistente da Casa Vogue, conversou com o Pesponto sobre sua trajetória na profissão

Texto: Maria Luiza Baccarin / Imagem: Divulgação

Paula Jacob, autora da coluna Arte do Cinema, da revista Casa Vogue, esteve na redação do Pesponto em Pauta em uma conversa sobre sua carreira no mundo da moda. Ela explica como foram suas experiências e os altos e baixos de trabalhar neste ramo. Sua inspiração para trabalhar na área foi sua avó, que era alfaiate e, portanto, contribuiu para que ela tivesse contato desde cedo com a confecção de roupas.

Atualmente, Paula atua como editora-assistente da Casa Vogue. Mesmo que o foco da revista não seja o mundo da moda, ela conta que fez muitas pautas relacionadas ao assunto e que o ambiente contribuiu para que olhasse a moda de outra maneira. Ela afirma que entrevistou Vitorino Campos para tratar da arquitetura presente nas roupas da loja Animale, por exemplo.

Na coluna da Vogue, ela aborda a parte estética do cinema, o design do set de gravação. Por defender que qualquer coisa pode enriquecer ou empobrecer um filme, ela destaca que o vestuário é muito importante. “Figurino no filme não pode ser visto como futilidade, ele conta uma história, tem vários filmes que é possível analisar a evolução do personagem por meio do figurino”. Portanto, muitas das mensagens que as pessoas querem passar está nas roupas que elas vestem, sob sua perspectiva.

Paula
Paula Jacob, ex-aluna de Jornalismo da ESPM, editora-assistente da Casa Vogue

Como tudo começou

Formada em Jornalismo pela ESPM-SP, Paula iniciou sua carreira como assessora de imprensa de 2011 a 2016. Seu primeiro emprego foi um estágio na empresa Tacla, em que lidava com assuntos relacionados à beleza e permaneceu um ano lá. “Foi muito legal e muito importante para eu entender que não preciso só trabalhar com moda especificamente ou em redação”, diz sobre o seu início de carreira trabalhando em assessoria.

Após sair da Tacla, foi para a MktMix, em que se ocupava com moda internacional. Por falar várias línguas, auxiliava em muitas contas. Ela diz que o tempo que ficou em assessoria foi importante para que pudesse entender os dois lados do jornalismo e, dessa maneira, quando foi trabalhar em redação, compreendia os assessores melhor, ao contrário de outros que não tiveram a mesma experiência.

Nesse período, cobriu muitas edições da São Paulo Fashion Week, o que descreve como “muita correria”. Entretanto, ela afirma que muito desse trabalho era legal, apesar das dificuldades, devido ao fato de a moda ser algo deslumbrante e ser função do jornalista lembrar que está no local para realizar uma tarefa. Ainda dá um conselho para quem está começando: “Tentar não ser deslumbrada, saber que o que você está fazendo é trabalho e tem horas e horas para se divertir”.

Mais tarde, foi trabalhar na Adidas Originals e descreve essa experiência como muito boa. “Na Adidas aprendi o outro lado da moda, que é o lifestyle”, conta. Ainda diz que conheceu muitos skatistas, músicos, atrizes, atores, dançarinos e pessoas comuns que apreciavam a marca. Portanto, adquiriu um conhecimento enriquecedor que tirou o seu deslumbre de início de carreira. “As coisas podem ser mais do que a roupa, não é só a tendência, mas também as pessoas que estão fazendo e usando a roupa”, ressalta.

Ao iniciar no cargo de editora assistente no site da Harper´s Bazaar, a jornalista teve sua primeira experiência em uma redação. Ela conta que a experiência foi difícil devido a sua formação em publicidade e ao fato de não conhecer ninguém. Entretanto, ela afirma que aprendeu muito nesse período e teve grandes oportunidades, como a de cobrir Fashion Week como jornalista e não assessora. Entre os nomes entrevistados nesse período estão Reinaldo Lourenço, Gloria Coelho e Tommy Hilfiger.

Por problemas como carga horária puxada, ela deixou a revista e foi indicada por sua chefe para trabalhar na Made, onde era a única repórter. Entre os temas que ela cobria estavam moda, beleza, arquitetura, cultura e design e, por ser uma revista bimestral, havia um espaço maior para textos longos e oportunidades para ela explorar gostos além da moda, o que diversificou bastante seu currículo e abriu portas para seu atual trabalho na Casa Vogue.

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